poesia

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miércoles, 20 de enero de 2010

cultura - meio ambiente - espiritualidade

LITERÁRIA

Sou mais humana que formal

Sou mais romance do que jornal

Mais paráfrase e menos circunloquial

Vejo me literária, escrava forra (desatrelada da lógica)

Não fica apegada ao obvio

Nem segue tratando objetos

Com mero objetivo de analise

Como poderia eu me esconder?

Se, escolhi viver nesta terra escarpada!

Como a restinga é um poema

E como SP. é uma noticia.

Não há como dissipar partículas sólidas de pura razão,

Dificilmente esta se dobraria a força das ventanias

Quiçá se deixaria voar com a simples brisa

Serena e calma a batizar os campos agrestes!

Assim sou literária, por reflexão de vida.

Quero questionar, quero muda, errar

Posso criticar e posso ainda não saber de nada

Mas vou opinar, sempre.

Só sendo assim, poeta

Posso suportar se um dia

Meu acervo de idéias, raciocínio, ideais e poesia,

Sirvam de poeira nos olhos da multidão

Ou sirvam de fogueira para qualquer revolução.

22/02/05