LITERÁRIA
Sou mais humana que formal
Sou mais romance do que jornal
Mais paráfrase e menos circunloquial
Vejo me literária, escrava forra (desatrelada da lógica)
Não fica apegada ao obvio
Nem segue tratando objetos
Com mero objetivo de analise
Como poderia eu me esconder?
Se, escolhi viver nesta terra escarpada!
Como a restinga é um poema
E como SP. é uma noticia.
Não há como dissipar partículas sólidas de pura razão,
Dificilmente esta se dobraria a força das ventanias
Quiçá se deixaria voar com a simples brisa
Serena e calma a batizar os campos agrestes!
Assim sou literária, por reflexão de vida.
Quero questionar, quero muda, errar
Posso criticar e posso ainda não saber de nada
Mas vou opinar, sempre.
Só sendo assim, poeta
Posso suportar se um dia
Meu acervo de idéias, raciocínio, ideais e poesia,
Sirvam de poeira nos olhos da multidão
Ou sirvam de fogueira para qualquer revolução.
22/02/05